sábado, 8 de agosto de 2009

São Paulo

São Paulo terá ônibus a hidrogênio em agosto

Eduardo Meireles9 de julho 2009

São Paulo terá ônibus movido a hidrogênio

Em época de superaquecimento global, tomar todas as atitudes possíveis para reverter esta situação ainda não é o suficiente, mas pior é achar que não tem solução e não fazer nada a respeito. E felizmente, embora as medidas ainda sejam lentas, algumas cidades brasileiras já estão tentando se modernizar à nova realidade.

A partir de agosto as cidades de São Paulo e região metropolitanacontará com um ônibus movido a hidrogênio num projeto piloto que envolverá 13 linhas de ônibus ao longo do Corredor Metropolitano ABD - São Bernardo/Jabaquara, atendendo 270 mil passageiros diariamente.

Construído em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, pelo consórcioTuttotrasporti e Marcopolo, o novo ônibus faz o brasil entrar no seleto grupo de países detentores desta tecnologia, ao lado de Estados Unidos,Alemanha e China.

A Empresa Urbana de Transportes Metropolitanos (EMTU) almeja que a partir de 2011, prazo final de testes do projeto piloto, outros 3 ônibus sejam incorporados à frota da cidade.

Como funciona esta tecnologia?

Célula de hidrogênio para automóveis

Estes ônibus a hidrogênio são veículos elétricos que utilizam como fonte de energia uma célula de hidrogênio. Enquanto nossa tecnologia convencional consiste na quebra de hidrocarbonetos para gerar calor e gás carbônico, as células de hidrogênio utilizam água para, com a sua eletrólise, gerar energia elétrica e emitir os gases hidrogênioe oxigênio.

Tudo lindo até então. De fato deve ser muito satisfatório andar em um veículo e saber que ele é “limpo”. Mas o que há de sustentável nesta tecnologia? Não se emite gás carbônico no escapamento, ok… mas e na fonte de obtenção do combustível?

No caso do nosso país menos mal (mas de forma ponderada)… ashidroelétricas (nossa matriz energética) não poluem para gerar energia elétrica, mas causam um impacto ambiental imensurável durante a sua construção. E as coisas pioram nos países do hemisfério norte, que baseiam sua matriz energética em termoelétricas.

Imaginemos então com essa tendência de a longo prazo aposentarmos os combustíveis fósseis e tornarmos nossos transportes movidos a eletricidade. Quem vai suprir esta demanda senão novas usinas?

Pensemos da seguinte forma: o veículo pode até ser “limpo”, mas se para gerar a eletricidade que o move temos que poluir, no balanço, dá no mesma. Só vamos inverter os valores de culpa, o que não necessariamente é positivo. Por se sentir culpado um indivíduo pode pensar em usar menos um veiculo e ir à pé de vez em quando.

Bem, mais uma vez aqui no Motorpasión Brasil vou defender que para atingirmos de verdade um índice de vida sustentável (se é que existe algo que meça isso) precisamos desenvolver em paralelo com as novas tecnologias a consciência de quem terá acesso a elas e principalmente de quem não terá.

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