sábado, 19 de dezembro de 2009

Bilhete Único Rio de Janeiro


Bilhete único vai custar R$ 4,40 e terá validade por duas horas

Publicada em 18/12/2009 às 21h16m

Célia Costa

RIO - O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, informou que o valor do bilhete único na área da Região Metropolitana do Rio será de R$ 4,40 e terá validade por duas horas. O projeto de lei com as informações sobre o funcionamento da nova tarifa ainda será enviado à Assembleia Legislativa para debate e votação.

Para o usuário, o novo bilhete vai representar, em alguns casos, uma grande economia. O secretário citou como exemplo um passageiro que sai de Cabuçu, em Nova Iguaçu, em direção à Zona Sul. Pegando dois ônibus, ele gasta atualmente R$ 9,50. Outro trajeto em que o usuário terá vantagem é o Castelo-Universidade Federal Rural, cuja tarifa é R$ 13,90.

O valor anunciado é considerado alto se comparado com o bilhete único em São Paulo, que custa R$ 2,30 com validade de três horas. Júlio Lopes disse, porém, que não há como comparar a situação dos estados porque, segundo o secretário, o processo tarifário de São Paulo é completamente diferente. Os R$ 2,30 aplicados em São Paulo são apenas para a área do município. No Rio, o bilhete único será implantado no transporte intermunicipal.

Além disso, de acordo com Júlio Lopes, em São Paulo existem outros valores de bilhete único. Um exemplo é a ligação, em Santo André dos trens da CPTM e ônibus, que custa R$ 4,80.

- Enviamos para a Assembleia o valor já para 2010. Em São Paulo, o valor vai aumentar e ficar ainda mais próximo do nosso - disse o secretário.

De acordo com a secretaria de Transportes, o bilhete único está previsto para começar a funcionar no dia 1º de fevereiro. O governador Sérgio Cabral anunciou que vai oferecer subsídio às empresas de transporte . Além de ônibus intermunicipais, trem e metrô, o bilhete único também valerá para barcas e vans.

No entanto, o subsídio não será repassado diretamente às empresas , como ocorre em outros estados e municípios, como São Paulo.

- O que se estuda é uma forma de se conceder o benefício diretamente aos usuários do Riocard, com base nas necessidades de cada um - explica o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira.

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Metrô Rio de Janeiro


Após dois dias seguidos de problemas técnicos, diretor do metrô admite que sistema está perto do limite e pede paciência

Publicada em 18/12/2009 às 23h38m

O Globo
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A Estação Estácio do metrô, que deverá ser aliviada com a inauguração da conexão Pavuna-Botafogo, superlotada ontem, durante as panes nas Linhas 1 e 2 / Foto: Márcia Foletto - O Globo

RIO - O diretor de Relações Institucionais da Metrô Rio, Joubert Flores, admitiu nesta quinta-feira que o sistema está operando perto de seu limite. Segundo ele, a frota de 33 trens pode levar pouco mais de 600 mil passageiros por dia. Nos dias úteis, ela vêm operando com uma média de 550 mil usuários, sem qualquer trem reserva.

- Se perdermos uma única composição, o passageiro vai perceber. Os usuários reclamam, e com razão. Mas estamos resolvendo. E não há outro caminho a não ser aumentar o número de trens em circulação - disse.

Até as 8h desta sexta-feira, quem precisava chegar a Copacabana tinha que seguir de ônibus a partir de Botafogo. Em todo o sistema, a situação só começou a se normalizar por volta das 10h. Houve problemas também num trem da SuperVia, que fazia o percurso Japeri-Central. Na quinta-feira, um piloto seguiu da estação de Thomaz Coelho, na Linha 2, para o pátio de manutenção com passageiros que se recusaram a desembarcar, apesar de os vagões estarem sem luz nem ar-condicionado.

A sequência de problemas acontece às vésperas de o presidente Lula vir ao Rio, segunda-feira, inaugurar a Estação General Osório do metrô, em Ipanema, e a conexão direta Pavuna-Botafogo, que elimina a transferência na Estação Estácio.

Joubert Flores informou que, até 2012, entram em operação 19 novos trens (63% a mais), os primeiros deles ainda em 2011. Flores informou que está sendo investido um total de R$ 1,15 bilhão em obras. Com a conexão Pavuna-Botafogo, o tempo de viagem já vai cair 13 minutos. Os intervalos nos horários de pico, entre Central e Botafogo, passarão de 4m10s para 2m45s.

- Com os novos trens, pretendemos ampliar nossa capacidade para 1,5 milhão de passageiros. Sairemos de uma situação próxima da saturação para um limite até folgado. Mas, até lá, é preciso ter paciência - disse ele, acrescentando que as causas dos problemas ocorridos nesta sexta-feira estão sendo investigadas.

Passageira reclama de superlotação na Linha 2 do Metrô

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Rodoanel

ESCRITO POR FOLHA DE S. PAULO - 18.12.2009 - 9H24 | Imprimir | E-mail
SP desiste de cortar Cantareira com Rodoanel

O governo de São Paulo decidiu construir o trecho norte do Rodoanel dentro da capital em vez de implantar o anel viário, com cerca de 50 km, na região de mananciais da serra da Cantareira, como previa o projeto original, de seis anos atrás. Agora, o Rodoanel vai cortar áreas com alta ocupação urbana nas escarpas da serra da Cantareira, zona norte de São Paulo. A estrada vai ligar o trecho oeste, a partir de um entroncamento com a avenida Raimundo Pereira de Magalhães, até a via Dutra (BR-116), já na região de Guarulhos.

Está previsto ainda um novo acesso ao aeroporto internacional de Guarulhos (Cumbica), o que deve diluir o tráfego da via que liga a rodovia Ayrton Senna aos terminais.

Oficialmente, a Dersa disse ontem que a escolha não é definitiva e que há possibilidade de mudança, já que o projeto tem outras alternativas. A Folha apurou, no entanto, que a escolha já foi feita, tanto que o governo só abriu licitação para contratar projeto básico para a alternativa dentro da capital.

O projeto do trecho norte é o último do Rodoanel -o oeste (da Régis Bittencourt à av. Raimundo Pereira de Magalhães) foi o primeiro a ser concluído, em 2002; o sul, que envolverá o sistema Anchieta-Imigrantes, deve ser entregue em março de 2010; e o leste já está em fase de licenciamento ambiental. O trecho norte não está orçado, mas os 43,5 km do leste são estimados em R$ 5 bilhões.

A decisão final ocorreu depois de uma série de estudos contratados em abril pela Dersa para verificar qual traçado seria mais viável -até então, o governo José Serra (PSDB) ainda cogitava o projeto antigo. Essa ideia original foi rechaçada tanto pela Sabesp, preocupada com o abastecimento de água, quanto pela Secretaria do Meio Ambiente, que não aceitava licenciar a obra.

A Dersa pretende receber o projeto básico 12 meses após a assinatura do contrato e licitar a obra em 2011, após o término da atual gestão Serra. Segundo a licitação da Dersa, boa parte do trecho norte será construída através de túneis e viadutos -serão de 155 mil m2 dessas obras-, mas ainda assim será necessário desapropriar áreas.

A empresa que vencer a concorrência terá que mapear uma área de 70 mil m2 de favelas, para verificar quantos barracos serão removidos. Também estão previstas interferências em vegetação importante, topos de morros, mananciais e áreas alagadiças. Por isso, ainda poderão ser feitas pequenas alterações no traçado, para reduzir o impacto ambiental da obra.

O projeto também vai incluir praças de pedágio nas alças de saída do Rodoanel, como nos acessos para a Fernão Dias (BR-381). Está prevista a instalação de ao menos duas cabines de cobrança (uma automática e outra mista) por praça.

Metrô Rio de Janeiro

TRANSPORTE

Estação General Osório do metrô será inaugurada na segunda-feira

Publicada em 17/12/2009 às 17h24m

O Globo

Contagem regressiva das obras do metrô em Ipanema é zerado. Foto: Gabriel de Paiva

RIO - Foi zerado nesta quinta-feira o painel que fazia a contagem regressiva para a finalização das obras de construção da estação do metrô General Osório, em Ipanema. A nova estação vai ser inaugurada na segunda-feira, 844 dias após o início da contagem. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai participar da solenidade de inauguração.

(Imagens da nova estação do metrô de Ipanema)

A General Osório é a 34º estação do metrô. Ela contará com quatro diferentes acessos, 17 escadas rolantes, 12 elevadores, seis esteiras rolantes, três plataformas de embarque e desembarque, 28 roletas e 10 bilheterias. A expectativa é que 80 mil passageiros passem, por dia, na nova estação.

(Veja como foi o primeiro teste da nova estação)

- Depois de 30 anos de espera, a população merecia ter esta obra finalizada dentro do prazo. A estação é um exemplo em termos de acessibilidade, arquitetura, tecnologia e segurança - disse o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.

Na quarta-feira, passageiros viajaram de porta aberta e sem luz em composição superlotada . Após a composição apresentar problemas, os passageiros se recusaram a sair do trem.

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Bonde de Santos




Santos amplia linha de bonde no Centro

16/12/2009 - O Estado de São Paulo

Depois de dois anos de obras e cerca de R$ 11,5 milhões de investimentos, a linha turística do bonde do Centro Histórico de Santos começou a circular em seu percurso ampliado ontem. Com cinco quilômetros, o trajeto de aproximadamente 50 minutos de duração passa por 40 monumentos turísticos, históricos e culturais, detalhados por um guia da Secretaria Municipal de Turismo que acompanha a viagem. Além disso, o passeio pode ser estendido, se os passageiros decidirem visitar os dois pontos de parada disponíveis.

Inaugurada em setembro de 2000, com 1,7 km de extensão, a linha turística que já transporta mais de 100 mil pessoas por ano, e ganhou 1,2 km em abril durante as comemorações do centenário do bonde elétrico, recebe agora outros 2,1 quilômetros. Para comemorar a ampliação, o passeio foi gratuito no último fim de semana, mas restrito ao novo trecho. O trajeto completo começa a funcionar com entrada a R$ 5 - estudante e idoso pagam meia.

Moradora de Três Lagoas (MS), a técnica de enfermagem Elisandra Xavier Picolo, de 32 anos, aprovou o passeio. "Eu sempre tive vontade de andar de trem, mas é muito difícil, então, quando soube que aqui em Santos tinha bonde eu fiquei louca para conhecer", disse a turista, que está de férias em São Vicente e ficou dez dias hospedada na casa de parentes. Elisandra entrou no bonde acompanhada do marido e do filho, depois de duas horas de espera. "Mesmo assim, valeu a pena."

Justificando o aumento da tarifa, o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), afirmou que, como os bondes são antigos, a manutenção é cara. "O custo real é de R$ 12,50 e o ingresso não cobre nem 50% disso", disse Papa, que na inauguração agradeceu o investimento de R$ 8,8 milhões do governo do Estado no projeto, viabilizado pelo Fundo do Departamento de Apoio e Desenvolvimento das Estâncias (Dade). "O valor do ingresso também valoriza o produto. Depois que reformamos o Aquário Municipal também passamos a cobrar R$ 5 e é o ponto turístico mais visitado da cidade", completou.

Funcionando de terça-feira a domingo, das 11 às 17 horas, os bondes saem da Praça Mauá, na frente do Paço Municipal, a cada meia hora. É possível descer para conhecer o Palácio Saturnino de Brito (sede da Sabesp) e o Outeiro de Santa Catarina (marco inicial da cidade e sede da Fundação Arquivo e Memória de Santos), pegando o veículo seguinte.

Três bondes se revezam na linha, dois portugueses, dos anos 20, e um escocês, usado em Santos na década de 50. Eles saem da Praça Mauá e passam pelas principais vias do Centro, incluindo as Ruas General Câmara, Amador Bueno, Frei Gaspar e Brás Cubas e as Praças Rui Barbosa, José Bonifácio, Barão do Rio Branco e da República. Entre os novos pontos do trajeto ampliado estão: Igreja Nossa Senhora do Rosário, Monte Serrat, Fonte do Itororó, Castelinho (futura sede da Câmara Municipal), Sociedade Humanitária, Catedral e Teatro Coliseu.

"Quando o bonde começou não tinha quase nada na Rua 15, na Rua do Comércio. Junto com o Alegra Centro (programa municipal de incentivos fiscais para a revitalização do bairro), o bonde trouxe desenvolvimento e revitalização. Acredito que vai acontecer o mesmo com alguns locais que estão descuidados nesse novo trecho", disse a secretária de Turismo de Santos, Wânia Seixas.

FRASES

Elisandra Picolo
Turista

"Sempre tive vontade de andar de trem, mas é muito difícil, então, quando soube que aqui em Santos tinha bonde eu fiquei louca para conhecer"

Wânia Santos
Secretária de Turismo

"Quando o bonde começou não tinha quase nada na Rua 15, na Rua do Comércio"

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

BRT Recife

ESCRITO POR JORNAL DO COMMERCIO - 16.12.2009 - 13H21 | Imprimir | E-mail
Ônibus do futuro ganhará as ruas

O Grande Recife Consórcio de Transporte anunciou, na manhã de ontem, durante audiência pública para debater a implantação do Corredor Norte/Sul, que, até o fim de janeiro, vai ser aberto o processo de licitação. É o primeiro passo para o projeto sair do papel.

A previsão é que a obra seja iniciada em abril do próximo ano e entregue à população um ano e meio depois. O presidente do Grande Recife Consórcio, Dilson Peixoto, assegurou que não será cobrada tarifa diferenciada para quem utilizar o serviço.

Dilson explicou que vão ser realizadas duas licitações. Uma, no valor de R$ 200 milhões, para construção do elevado e implantação das estações. E outra, de R$ 100 milhões, para aquisição dos 150 veículos. O projeto básico foi concluído e o processo licitatório vai tomar como base as especificações contidas nele. O Norte/Sul terá dois trechos. O primeiro vai ser composto por duas vias: uma que vai ligar o município de Igarassu, na Zona Norte da Região Metropolitana, ao Terminal Integrado Joana Bezerra, utilizando o corredor da Avenida Agamenon Magalhães, e outra rota com destino ao Centro do Recife, pela Cruz Cabugá.

Nos 45 quilômetros que o corredor terá entre Igarassu e Cajueiro Seco, ligando os extremos da Região Metropolitana, os ônibus passarão a cada um minuto, como acontece em Curitiba. Diferentemente do modelo curitibano, o previsto para o Grande Recife ainda tem uma área elevada, a ser construída sobre a Avenida Agamenon Magalhães, a uma altura de seis metros do chão e numa extensão de sete quilômetros. Esse trecho ficará entre a Avenida Norte e o Complexo Joana Bezerra.

O segundo trecho faz conexão do Terminal Joana Bezerra ao Terminal Integrado de Cajueiro Seco. Neste percurso, atende os bairros de Boa Viagem, Piedade e Candeias.

O Norte-Sul terá seis linhas (três delas expressas e três paradoras), com 43 estações de embarque e desembarque no trecho Norte, 11 no Central e 25 no Sul, além de cinco terminais. O corredor tem início na BR-101, seguindo pela PE-15, Complexo Salgadinho até a bifurcação com a Avenida Cruz Cabugá, Centro do Recife e Avenida Agamenon Magalhães, encerrando no terminal de Joana Bezerra.

Dilson ressaltou a construção de vias exclusivas para coletivos. O pagamento das tarifas será realizado nas estações para agilizar o processo de embarque. O piso das estações será elevado, possibilitando o embarque no mesmo nível da entrada dos coletivos.

O modelo que será adotado faz parte do sistema Bus Rapid Transit (BTR), que já funciona com sucesso em cidades como Bogotá (Colômbia), Dublin (Irlanda), Otawwa (Canadá), Paris (França), Cidade do México (México) e Curitiba (Brasil).

BRT Rio de Janeiro

ESCRITO POR FOLHA DE S. PAULO - 16.12.2009 - 12H08 | Imprimir | E-mail
> Transcarioca desapropriará 3.630 imóveis

A Prefeitura do Rio vai desapropriar mais de 3.000 imóveis para a construção da via Transcarioca, estrada que vai ligar a Barra da Tijuca (zona oeste) à Penha (zona norte). O projeto, orçado em pouco mais de R$ 1 bilhão, foi prometido ao Comitê Olímpico Internacional para solucionar os problemas de transportes da cidade.

A via comportará pistas exclusivas para BRT (ônibus articulado em faixas rápidas). Há previsão de outras duas estradas do tipo, mas ainda não há previsão para o início das obras.

O decreto publicado anteontem no "Diário Oficial do Município" lista 3.630 imóveis a serem desapropriados. A prefeitura tem nove meses para notificar os proprietários, avaliar os imóveis e iniciar a negociação.

Os gastos com desapropriações são estimados pela Secretaria Municipal de Obras em R$ 300 milhões. A construção da via, ainda não licitada, é estimada em R$ 760 milhões. O município negocia com o governo federal convênio para que a União arque com 95% dos custos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento da Mobilidade.

A prefeitura pretende que o Transcarioca chegue até o aeroporto, para solucionar parte da falta de opções de transporte público no local. Mas as desapropriações levantadas não contemplam este setor da obra. As outras duas vias prometidas ao COI são a Ligação C (Barra-Deodoro) e a via Barra-Zona Sul.